Aos 93 anos, Cafeteira faleceu em casa, onde estava instalada uma UTI
Epitácio Cafeteira, enquanto senador, em seu gabinete, em 2007 - Roberto Stuckert Filho / Roberto Stuckert Filho
RIO - Aos 93 anos, morreu ontem o ex-governador e senador do
Maranhão, Epitácio Cafeteira.
Natural de João Pessoa, na Paraíba, ele
iniciou a carreira política no Maranhão em 1962, quando foi eleito
suplente de deputado federal pelo PR. Três anos depois, em 1965, foi
eleito prefeito de São Luís e posteriormente ingressou no MDB. Na
prefeitura da capital maranhense, ele ficou até 1969.
No ano seguinte, em 1970, Cafeteira disputou uma cadeira no Senado
pela primeira vez, mas não saiu vitorioso. Só em 1972 ele chegou ao
Congresso Nacional, eleito pela primeira vez deputado federal.
Foi
reeleito em 1978 e 1982. Já em 1986, Cafeteira foi eleito governador do
Maranhão, com mais de 80% dos votos válidos.
No final do mandato, em 1990, renunciou ao governo e foi eleito para
uma vaga no Senado. Nesta Casa, ele obteve dois mandatos. O primeiro
entre fevereiro de 1991 e fevereiro de 1999. Depois ele retomou uma
cadeira em fevereiro de 2007 e lá ficou até fevereiro de 2015. Ao longo
de sua carreira política, Cafeteira esteve aliado à família Sarney em
diferentes momentos.
O deputado estadual Rogério Cafeteira (DEM), sobrinho do
ex-governador, afirmou no Twitter que o tio dedicou a vida ao Maranhão.
“É com uma profunda dor no coração que, nesse momento muito triste,
comunico a todos os amigos o falecimento, há pouco do meu tio”,
escreveu.
Em nota, o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) se solidarizou
com a família e decretou luto oficial. “Meu abraço solidário para toda a
família, especialmente ao líder do nosso governo na Assembleia,
deputado Rogério Cafeteira.
Decretei luto oficial no Estado e as devidas
honras ao ex-governador”, afirmou Dino, também no Twitter. Cafeteira
morreu ontem em Brasília, no Distrito Federal. Ele estava em um UTI
instalada em sua casa, por causa do delicado estado de saúde. Cafeteira
deixa viúva a esposa Isabel. por
O Globo