segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Polícia indicia vigilante por esfaquear cadela dentro de faculdade em São Luís


Nemeria é muito querida na faculdade. Ela recebeu várias facadas
 na cabeça dentro da Faculdade Kroton/Pitágoras no dia 27 de agosto. 
— Foto: Divulgação/Cães e Gatos de Rua SLZ
 Comissão da OAB-MA também promete intimar a faculdade Kroton/Pitágoras pelo crime. Cadela se recupera bem, mas ficou cega após sofrer várias facadas dentro da instituição.
A Polícia Civil indiciou um vigilante identificado como Célio Ferreira por esfaquear uma cadela dentro da Faculdade Kroton/Pitágoras no Turu, em São Luís, no dia 27 de agosto. Dois dias depois, o vigilante se apresentou à polícia para prestar depoimento e negou o crime.

A cadela, que se chama Nemeria, sofreu várias perfurações na cabeça e ficou cega. A Dulci Barbosa, que adotou a cadela, informou ao G1 que ela se recupera bem e deve ter alta até este domingo (15).

Dulci Barbosa resgatou e acompanha a recuperação 
de Nemeria em uma veterinária particular de São Luís 
— Foto: Arquivo Pessoal
Dulci Barbosa resgatou e acompanha a recuperação de Nemeria em uma veterinária particular de São Luís — Foto: Arquivo Pessoal

Segundo protetores de animais, a cadela sempre foi dócil, muito querida e nunca fez nada a ninguém. Em alguns vídeos gravados antes do crime, Nemeria demonstra ser muito carinhosa e aparece recepcionando Dulci, que é dona de uma lanchonete e resgatou a cadela quando a viu ensanguentada.
Após o caso de violência contra a cadela, a Faculdade Pitágoras afastou o vigilante suspeito de cometer o crime e registrou um Boletim de Ocorrência. A instituição também afirmou que 'repudia veementemente qualquer ato de violência contra animais' e até arcou com as despesas da cadela na veterinária.

Investigações
Segundo a Delegacia do Meio Ambiente, por força de lei, todos os casos envolvendo violência contra animais geram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), que é para crimes de menor potencial ofensivo. Apenas o vigilante foi indiciado pelo crime.

Faculdade Kroton/Pitágoras do Turu, em São Luís 
— Foto: Divulgação
Nesta quarta (11), foi realizada uma audiência de conciliação no 1º Juizado Especial Criminal de São Luís com a presença do vigilante e do Ministério Público. Foi oferecido o pagamento de cerca de R$ 20 mil pela reparação dos danos, mas não houve acordo. Agora, a Justiça deve marcar uma audiência de instrução e julgamento enquanto o Ministério Público vai analisar o TCO produzido pela Polícia Civil e pode oferecer denúncia contra o acusado.

Em paralelo, a Comissão de Defesa e Proteção dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (CDPA OAB-MA) afirmou ao G1 que vai oficializar o Ministério Público para que a Faculdade Kroton/Pitágoras também seja responsabilizada pelo crime, pelo fato do vigilante ser funcionário da instituição e do crime acontecer dentro das dependências da faculdade.
O G1 entrou em contato e aguarda retorno da Faculdade Pitágoras sobre a da promessa da CDPA de intimar a instituição pelo crime contra a cadela.
 Por G1 MA 

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